A fragilidade

Chega um dia em que por mais que lutemos contra a fragilidade, ela chega para mostrar que manda e controla sua vida. E aí, como aceitar? Ainda mais eu, que sou dona do meu mundo, gosto do controle de tudo.

Eu é que tenho que fazer;

Eu é que tenho que ajudar;

Eu é que cuido e não preciso que cuidem de mim….

Nestes dias convivi com a fragilidade de duas pessoas: meu querido pai e uma grande amiga. Ambos fortes, aqueles que resolvem tudo para todos, odeiam depender de tudo e de todos e que não têm tempo ruim. Fazem tudo com carinho e  sem querer nada em troca.

Mas, a vida lhes pregou uma peça. Meu pai caiu na horta de casa e quebrou o tornozelo, resultado: sete pinos e dois meses em casa de repouso total. Já minha querida amiga precisou passar por uma cirurgia complicada cujo pós-operatório lhe causa muita dor e desconforto. Ela precisa ficar, no mínimo, 15 dias em casa. E agora, o que fazer com a independência perdida momentaneamente?

Não resta dúvida: é aceitar que somos frágeis e que podemos cair e se ferir, que choramos de dor sim, que queremos ajuda sim e precisamos que as pessoas cuidem de nós. Afinal, somos seres humanos, frágeis em todos os aspectos.

Por isso, não há jeito de não aceitar a fragilidade que integra nossas vidas. Quer você queira ou não, ela te coloca em uma situação que não tem jeito. Faz você se olhar no espelho e admitir: é, sou frágil, sou humana…. Graças a Deus!

Luciana Roco

Sobre Luciana Roco

Mineira,amiga, filha, sobrinha, neta, tia e advogada. Uma mulher que sempre busca novas experiências, dentre elas, escrever sobre o universo feminino.

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *