A força que não é bruta

A força que fascina 3Que existe algo de muito especial nos movimentos de dançarinos, isso é fato. Mas, o que é isso que fascina multidões, que as faz olhar atentas para passos, mãos, rostos? Como cada ser humano responde a diferentes estímulos, a resposta para essa pergunta daria uma lista bastante extensa de possibilidades. Porém, algumas características parecem ser universais. Encanta o que não é comum, o que poucos conseguem, o que não se vê diariamente, e é a isto que chamamos especial.

Não apenas mãos ao lado do corpo, mas mãos que se moldam, que seguram adereços. Não apenas cabelos, mas o balanço deles, das roupas ao acompanhar um movimento, a expressão da face, o embalo do som. E, quando a dança em particular A força que não é bruta 1envolve, ao mesmo tempo, a delicadeza e a firmeza, nos dançarinos que sabem usar de força e suavidade, encanta ainda mais.

A dança Flamenca, típica da Espanha, é uma das artes que mostram essas duas características. Combinando precisão de movimentos, hora rígidos, com outros delicados, é uma amostra de como graciosidade é força. “A parte da mulher na dança Flamenca é muito feminina, não somente na forma de dançar, mas nos trajes, penteados, adereços. Mas, para que se dance bem, empregar energia é fundamental. É preciso colocar força, vontade”, explica Ana Paula Sabella, praticante da dança.

Influenciada pela atividade, Ana Paula conta que éA força que não é bruta 2 possível aprender com a dança muito além de movimentos. “Levo muito do que aprendo para meu dia a dia. Assim como na dança, força não é brutalidade e sim a capacidade de aplicar energia. É não desistir, persistir. Ter uma dose de disciplina e paixão. Por isso esta arte me alegra e me encanta sempre”, finaliza.

 

 

 

 

Abaixo, um vídeo com a dança Flamenca e a força e suavidade da bailarina Pastora Gálvan.

Andressa, a detalhista

Sobre Andressa, a detalhista

A profissão de fotógrafa já denuncia minha atenção e gosto pelo detalhe. Apesar de amar as imagens, também adoro escrever e principalmente, pensar sobre o cotidiano. Formada em jornalismo, trabalhei nesta área antes de morar na Irlanda, onde passei quase dois anos. Conhecer e explorar o novo é sempre bem-vindo. Assim também é um bom brigadeiro de panela.

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