A festa de Babette

A festa de Babette 1

“A Festa de Babette”, um dos contos mais célebres da escritora dinamarquesa Karen Blixen que se passa no século 19, em vilarejo da Dinamarca, duas filhas de um pastor contratam uma parisiense recém-chegada como cozinheira. Anos depois, elas decidem comemorar o centenário de nascimento do pastor e a cozinheira lhes oferece um banquete inesquecível. A Festa de Babette ganhou projeção mundial ao receber o oscar de melhor filme estrangeiro em 1988.

A Festa de Babette é um dos meus contos preferidos e o filme é ainda mais apaixonante, ver a Babette preparar cada prato com cuidado e carinho e depois a alegria das pessoas ao se deliciarem com a comida.

Eu vivi uma história assim no fim de semana passado quando fui ao Rio de Janeiro visitar amigos queridos. Era o aniversário da minha amiga Aurea que é casada com um francês que preparou um almoço. Outra amiga ofereceu sua residência para o almoço. Uma casa antiga em Santa Tereza, um casarão lindo com jardins encantadores.

Ele nos preparou um frango marroquino, todos nós nos deliciamos num clima de amizade e carinho. Era mais que um alimento, era temperado com amor e carinho. E eu me senti como na festa de Babette, tudo preparado com muito cuidado e requinte e ao mesmo tempo uma simplicidade comovente. Foi uma tarde memorável, havia tanta ternura e amabilidade entre todos os convidados. Ninguém queria ir embora, tínhamos planejado ir para outros lugares depois do almoço, mas acabamos ficando até anoitecer.

Eu adoro cozinhar e hoje resolvi fazer o mesmo prato, e experimentamos o mesmo clima de amor e carinho. Cozinhar para mim é uma forma de amor. A energia que colocamos nos alimento faz toda a diferença, não precisa ser nada sofisticado e caro, um prato simples feito com amor é melhor que qualquer banquete impessoal e sem carinho.

São momentos assim em família e amigos, risos, conversas  divertidas e assim passo meus fins de semana, assim se passa a vida.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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