A família e sua evolução

No post desta semana gostaria de trazer um tema polêmico que rompeu e estar rompendo tradições nos dias atuais: A família na atualidade.
No tempo da vovó a formação da família era uma mulher e um homem que casavam e geravam  filhos, muitos filhos.
Nessa época muitos casamentos eram encomendados pelos pais: havia dote e a virgindade da mulher era fundamental para que um bom casamento fosse concretizado entre famílias tradicionais e ricas.
A mulher aprendia com o tempo a amar seu marido ou não, até porque amor era coisa irrelevante, mas por gerações e gerações o casamento foi aceito até que a morte separasse o casal.
Apesar de todo tradicionalismo da época, acredito que nesse tempo também existiam mulheres que se revoltavam com as normas e convenções e até mesmo homens que não concordavam com casamento arranjado e com a forma de tratamento com as mulheres, mas a tradição era tão forte que não era possível expor os desejos e muitos menos pensamentos antagônicos. Era assim e pronto!
Eis que chega o século XXI e o conceito de sociedade da época da vovó enfim cai por terra. Nos dias atuais a forma de família mudou muito. Houve a quebras de tradições, a conquista da liberdade de expressão, o direito ir e vi. Hoje temos as mais lindas formas de família:
– Homem solteiro que adota um filho;
– Mulher solteira que adota um filho ;
– Casais homossexual que adotam filhos;
– Casais que se casam de novo e moram com os filhos de outras relações;
– Homem e mulher com poucos filhos ou às vezes nenhum.
E por aí vai… Toda essa novidade entrar na cabeça da minha vó é um pouco complicado. “Fia é muita modernidade para minha cabeça”, dizia ela. Mas, abençoada modernidade, afinal todos têm o direito de fazer suas escolhas na hora de formar uma família.
Infelizmente o preconceito sobre as diversas formas de família dos dias atuais é ainda muito forte. Por isso, hoje a luta não é mais para romper tradições e sim para romper o preconceito. A adoção de crianças por casais homossexuais, por exemplo. Confesso que eu mesma tinha preconceito pois acreditava que a criança precisava da referência do que é um homem e uma mulher e que isso se tornaria difícil dela compreender diante de casais do mesmo sexo. Mas mudei de idéia, pois aprendi que existe uma coisa chamada AMOR e que estas crianças que estão para serem adotadas precisam muito mais de AMOR do que meras referências do que é um homem e uma mulher. Isso ela aprende com a vida.
Por isso, viva a diversidade das famílias, que, independente de como são constituídas, o importante mesmo é ter o amor como a base de tudo, sempre!
Luciana Roco

Sobre Luciana Roco

Mineira,amiga, filha, sobrinha, neta, tia e advogada. Uma mulher que sempre busca novas experiências, dentre elas, escrever sobre o universo feminino.

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