A esperança de se tornar rico

Eu sempre achei que o nome de um filme deveria ser espetacular para conseguir chamar a atenção do público. Porém, essa semana um título de filme me chamou a atenção: “O Banheiro do Papa”. O mais interessante, é que de imediato não gostei do título, mas por curiosidade quis assisti-lo. Filme incrível!!!

Ele não é incrível somente pela sensibilidade que os filmes mais “Cult” buscam oferecer, mas por uma questão que me fez pensar, a questão da perseverança, do desistir nunca. Um homem que buscava se tornar rico e que enxergou um bom momento de enriquecer com a vinda do Papa em sua cidade. Construiria um banheiro e cobraria pelo seu uso. Por toda a tentativa de construir o banheiro, mesmo com tantos empecilhos e dificuldades, acreditava que daria certo e tinha a esperança de conseguir ficar rico.

Dois pontos me fizeram refletir depois de assistir a esse filme. Primeiro, que não se vê com frequência na sociedade de hoje, pessoas com tanta força de vontade, persistente na busca de sua felicidade como eu vi no personagem principal do filme. Achamos que nada vai dar certo, desistimos fácil das nossas tentativas de mudança, quando elas se tornam um desafio em ser conquistadas.

O segundo ponto, está na questão do homem chegar ao limite de sua resistência, na fissura de se tornar rico. O que no primeiro ponto não se vê com frequência, já nesse ponto sim. A sociedade na sua maioria, caminha para o “tudo ou nada” em busca da riqueza material, como se isso fosse a coisa mais importante na vida. E será que é tão importante assim? Será que vale a pena tanto esforço para buscar essa riqueza? Perguntas de respostas muito subjetivas e que o filme representa muito bem. Porém,  vocês só saberão se o personagem principal do filme ficou rico assistindo ao filme, que aliás, vale muito a pena.

Obs: filme baseado em uma história real. Cidade de Melo, no Uruguai, esperava pela visita do Papa João Paulo II em 1988.

Raquel Manzo

Sobre Raquel Manzo

Acredita que todas as pessoas tem chance de mudar a própria história, por isso escolheu ser professora desta área. Detesta o consumismo e a relação de aparências e aposta todas suas fichas no poder da juventude. Sonhadora em todos os sentidos, até mesmo em príncipe encantado encontrados em filmes de comédia romântica. "Busco ser descolada, mas ainda estou aprendendo!"

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