A escritora Daíse Lima

A escritora Daíse Lima 1

Hoje gostaria de falar de uma escritora independente Daíse Lima, ela já publicou dois livros por ela mesma com recursos próprios. Há anos que a conheço e sua garra e determinação são impressionantes. Ela é como eu e o Rubem Alves amamos ipês. A Daíse e o Rubem Alves amam principalmente os ipês amarelos, eu amo todos de todas as cores. Quando eu era criança eu sonhava em ter um haras com lindos cavalos árabes, cercas brancas e na entrada, ipês de todas as cores. Eu os imaginava florindo, todos numa explosão de cores, amarelos, rosas, roxos, brancos… Levei muitos anos até descobrir que cada um tem floras em diferentes épocas do ano. Mas nos meus sonhos os meus ipês florescem todos ao mesmo tempo no meu haras de cercas brancas e cavalos árabes.

Aqui está um pequeno texto da escritora Daíse Lima.

Eu estava lendo o meu livro no ponto de ônibus, quando uma senhora de touca vermelha e vestido florido se aproximou:

– Ô moça, essa moça do livro aí parece com você.

– A senhora achou?

– Parece demais!

– Sou eu. – respondi sorrindo.

– Você?

– Sim.

– É você mesma?

– Eu mesma.

– Nossa! E por que você está na capa do livro?

– Porque fui eu que escrevi.

– Você que escreveu esse livro?

– Foi sim. Quer ver? – entreguei o livro para ela.

– Ah, eu não sei ler.

– Mas, pode ver mesmo assim se quiser.

– Tem mais foto sua aí?

– Tem mais uma. – mostrei a foto da contracapa.

– Que bonita!

– Muito obrigada!

– É um livro de amor? Igual de novela? Romance que fala, né?!

– Esse não é um romance. Eu conto o meu dia-a-dia, tem muitas histórias de pessoas que eu encontrei nas muitas viagens de ônibus que eu fiz e ainda faço.

– Que legal! Parabéns! Vou indo, o meu ônibus chegou. Tchau, moça!

– Tchau.

E voltei a ler o meu livro, dessa vez, sorrindo.

(Daíse Lima)

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

Ver tudo

Comente este post!

O seu endereço de e-mail não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados (*)

Comentário *