A criança que vive em nós

Eu trabalho com crianças pequenas. E  todos os dias convivo com crianças. E acredito que quando trabalhamos com crianças, mantemos nossa criança interior, viva.

As crianças pequenas trazem uma energia muito pura e quando estamos abertos a elas, nos renovamos e aprendemos muito.

O que me encanta nas crianças é a paixão que elas têm pela vida, a alegria das descobertas. Na verdade, as crianças não se importam com coisas caras e sofisticadas, isso é coisa de adulto.  É só juntar umas embalagens vazias e logo passamos um tempão brincado de supermercado, bolinhas de sabão fazem a festa ou de um livro de história saem personagens que enchem os olhos das crianças de magia. E fadas, princesas, lobos e bruxas tomam vida e passamos horas brincando e rindo.

Adriana Calcanhoto gravou uma música linda, um verso diz: “Saiba, todo mundo teve infância…” Sim, todos nós tivemos infância, mas muitos de nós nos esquecemos disso e transformamos nossa vida numa teia complexa e nos tornamos pessoas sisudas, sem paciência  e que reclamam de tudo e esquecemos que tivemos infância.

Esquecemos o quanto era gostoso tomar chuva,  pular nas poças d’água, gostar de circo, rir do palhaço até doer a barriga. E assim vamos matando nossa criança interior e perdemos o encanto pela vida. E aí ficamos  mal humorados, doentes, pressão alta, depressão e vamos secando por dentro.

Precisamos reencontrar a criança que vive dentro de nós. É essa criança que nos dá alegria de viver, que nos faz parar para olhar uma flor, um passarinho num galho. Faz-nos fechar os olhos e sentir o sol no nosso rosto.

Que nossa vida possa ser leve e alegre como riso de criança. E como disse Carlos Drummond de Andrade: Que possamos “rir grande que nem menino arteiro”.

Acir, a viajante

Sobre Acir, a viajante

Faço do mundo a minha morada, conhecendo lugares nunca vistos. Conheço a mim mesma me vendo em outros rostos, em outras culturas. O meu encontro e encanto com outros mundos é o encontro e encanto com uma parte adormecida e inexplorada em mim, que anseia pelo desconhecido.

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